Paulo Gonet arquiva denúncia de petista contra Bolsonaro e frustra estratégia da esquerda
A tentativa da esquerda de ver Jair Bolsonaro atrás das grades sofreu mais uma derrota nesta quarta-feira (2). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou um pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente, protocolado pela vereadora petista Liana Cirne, de Recife.
A denúncia foi motivada pela participação de Bolsonaro em um ato público no Rio de Janeiro, em defesa da anistia aos presos do 8 de janeiro. Para a vereadora, o ex-presidente teria cometido crimes como incitação ao crime e obstrução de Justiça ao convocar manifestações pacíficas em apoio aos detidos.
No entanto, o parecer de Gonet foi direto:
“A realização de manifestações pacíficas pela concessão do benefício não constitui ilícito penal, bem como não extrapola os limites da liberdade de expressão”, declarou.
⚖️ PGR descarta crime e considera denúncia sem fundamento
Segundo o procurador-geral, os relatos não apresentaram nenhum elemento concreto que justificasse a abertura de investigação ou mesmo a prisão preventiva de Bolsonaro. O documento reforça que a liberdade de expressão, prevista na Constituição, não foi violada no ato convocado por Bolsonaro.
“Os relatos dos noticiantes não contêm elementos informativos mínimos que indiquem suficientemente a realidade de ilícito penal”, afirmou a PGR.
🧨 Moraes pressionou, mas a resposta foi negativa
Em 19 de março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia dado cinco dias para que a Procuradoria se manifestasse sobre o pedido de prisão feito por Liana Cirne. A resposta, contudo, só foi divulgada agora — e não agradou setores da esquerda, que esperavam uma decisão mais dura contra o ex-presidente.
Moraes solicitou que a PGR avaliasse se Bolsonaro teria cometido obstrução de Justiça, coação no curso do processo e incitação contra instituições democráticas. Nenhuma dessas alegações foi considerada válida pela Procuradoria.
🔁 Esquerda insiste, mas perde força
Apesar do arquivamento, um novo pedido similar ainda está sendo analisado. A autora desta vez é a deputada Duda Salabert (PDT-MG), parlamentar trans e conhecida por suas pautas ideológicas. Assim como Liana, ela acusa Bolsonaro pelos mesmos supostos crimes.
A tendência, no entanto, é de que a nova tentativa tenha o mesmo desfecho: arquivamento por falta de provas e fundamentação jurídica.
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